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Projeto Senha Aberta lança Quarta Afinação – África do Sul

  • Publicado: Quinta, 20 de Julho de 2017, 12h33
  • Última atualização em Quinta, 20 de Julho de 2017, 12h34

 

Acesse a a mais recente etapa do projeto aqui: http://senhaaberta.elianevelozo.com/africa-do-sul/

Sobre o projeto:

Vivi dos 12 aos 33 anos de idade sob o regime de exceção, durante o período da ditadura militar brasileira (abril de 1964 a março de 1985).

O que teria sido minha vida sem essa ruptura nos direitos fundamentais dos homens e mulheres do Brasil é inimaginável. O que perdi, com a falta de liberdade de expressão e organização não é possível mais discutir ou recuperar. Para mim é possível, sim, recriar do ponto de vista da subjetividade e da arte.

Nesse período, apesar do medo que imperava, eu participei dos movimentos estudantis, e do Congresso de Reconstrução da UNE; da criação de jornais alternativos; do Movimento Feminino pela Anistia; do Movimento Anti Apartheid (da África do Sul); contra a Guerra do Vietnã, e de vários outros grupos que colaboraram com mudanças políticas.

Hoje, em 2013, olho para trás e vejo que nada passou. Tudo está em algum lugar em um baú, que pode ser aberto a qualquer momento. E tudo ressurge, pois existe um vácuo, um espaço buscando ser preenchido, mirando uma possível “exorcização”.

Este projeto tenta acalmar o temor da inutilidade da vida, na busca do que restou de esperança de tantos fatos históricos de uma época sombria, estendendo seus horizontes… e criar uma nova conexão, unir, através de lembranças desse passado recente, zonas paradoxais onde memórias e esperanças, realidades e mitos, se cruzam, se complementam e  se questionam. Brotaram. E brotam.

Pretendo recompor possibilidades; transpor o sonho; tecer realidades imaginadas, e unir a diversidade.

O projeto envolve os seguintes países e canções:

África do Sul – God Bless Africa (Canção híbrida, atual hino da África do Sul);

Argentina – Los Hermanos (Atahualpa Yupani);

Brasil – Para não dizer que não falei das flores. (Geraldo Vandré);

Chile – Gracias a la vida (Violeta Parra);

Cuba – Guantanamera (José Martí e Josito Fernandez);

Portugal – Grândola vila morena (José Afonso);

Rússia – A internacional comunista (letra de 1871, de Eugène Pottier);

Vietmã – Wes shall not be moved – No nos moverán (sem autor reconhecido.

(Gravada por Joan Baez).

 

Fonte: Projeto Senha Aberta

Disponível: http://senhaaberta.elianevelozo.com/

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